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OMS diz que lockdown deve ser último recurso no combate ao coronavírus

Só agora a organização percebeu os impactos econômicos que medidas restritivas causaram até em quem teve sintomas leves da doença

A Organização Mundial da Saúde enfatizou hoje (13) que o regresso ao confinamento que alguns países da Europa já consideram devido ao aumento dos casos de covid-19 deverá ser o “último recurso” no atual combate à pandemia. Em uma entrevista concedida ao site americano The Spectator, Dr. David Nabarro, o emissário da OMS afirmou categoricamente que a organização não defende o lockdown como o principal meio de controle do vírus.

A fonte oficial da OMS acrescentou que o chamado lockdown “não é sustentável, devido ao grande impacto social e econômico”. O porta-voz afirmou que as medidas de contenção do coronavírus devem sempre depender de relatórios locais de risco, e destacou que os confinamentos em nível nacional “não podem ser a medida de controle padrão”.

Ele também admitiu que “alguns países foram forçados a emitir ordens para seus cidadãos ficarem em casa para administrar o rápido aumento nos casos de covid-19 e hospitalizações” e, assim, ganhar tempo para melhorar a capacidade de resposta de seus sistemas de saúde. Ou seja, eles trancaram as pessoas em casa enquanto se estruturavam para enfrentar a doença.

Ontem (12) a chefe do programa de emergências da OMS, Maria Van Kerkhove, alertou para os efeitos secundários da covid-19.

“Não só nos inquietam os casos, as internações ou as mortes, mas também os impactos no longo prazo que começamos a ver em pessoas que, inclusive, tiveram a doença com sintomas leves”, indicou a representante da OMS, em entrevista coletiva.

Itália volta a endurecer restrições

O primeiro-ministro italiano, Giuseppe Conte, impôs nesta terça-feira (13) novas restrições a reuniões, restaurantes, esportes e atividades escolares numa tentativa de desacelerar o crescente aumento nas infecções pelo novo coronavírus.

O decreto do governo, publicado após vários dias com versões do texto e especulações de ministros sobre as medidas a serem adotadas, entrará em vigor em 24 horas e terá duração de 30 dias.

O decreto aconselha firmemente o uso de máscaras, que já é obrigatório ao ar livre e em prédios públicos, dentro de casa quando membros de fora da família estiverem presentes.

Esta medida visa inibir as grandes aglomerações do lado de fora de bares, apontadas como uma das responsáveis pela alta recente no número de infecções.

O número diário de novos casos de coronavírus na Itália dobrou na semana passada, chegando a 5 mil na sexta-feira (9) pela primeira vez desde março e se aproximando de 6 mil no sábado. O número caiu significativamente nos dois últimos dias, mas normalmente sobem na segunda metade da semana.

De acordo com os dados, o número de mortes causadas pela covid-19 é bem menor do que o pico superior a 900 por dia registrado no final de março, mas os óbitos também têm aumentado nos últimos dias, com 39 sendo registrados na segunda.

Pelo decreto, esportes de contatos praticados por amadores, como futebol, estão proibidos, a não ser que sejam organizados por entidades reconhecidas que tenham concordado com os protocolos para a covid-19 estabelecidos pelas federações nacionais.

As escolas permanecerão abertas, mas atividades fora da sala de aula serão restritas, com uma proibição de viagens escolares.

Fonte: Melodia News

 

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