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Com falhas no sistema, Brasil registra 8.874 casos e 195 mortes de Covid-19 nas últimas 24 horas

Estados, como Goiás e Rondônia, não publicaram boletins devido a ‘instabilidade no sistema e-SUS impediu a extração dos dados’

ONG Rio de Paz faz protesto lembrando as 100 mil vítimas de Covid-19 no Brasil, em agosto, em Copacabana Foto: Gabriel de Paiva / Agência O Globo

RIO — O Brasil registrou neste domingo 8.874 novos casos e 195 novos óbitos por coronavírus. Com isso, são 5.232.541 infectados e outros 153.885 fatais no país, de acordo com boletim do consórcio de imprensa.

A iniciativa é formada por O GLOBO, Extra, G1, Folha de S.Paulo, UOL e O Estado de S. Paulo e reúne informações das secretarias estaduais de Saúde divulgadas diariamente até às 20h.

Os números, no entanto, foram prejudicados por uma “instabilidade no sistema e-SUS que impediu a extração dos dados”. Por isso, Rondônia e Goiás não publicaram boletins. Há algumas semanas o estado de Minas Gerais não publica aos domingos. Além disso, as últimas atualizações de Ceará e Roraima são do começo da manhã.

A média móvel de óbitos foi de 483. Durante toda a semana, este índice foi semelhante ao visto no início de maio, e é quase metade daquele averiguado entre julho e setembro, quando a pandemia chegou ao pico de casos e mortes no Brasil.

A “média móvel de 7 dias” faz uma média entre o número de mortes do dia e dos seis anteriores. Ela é comparada com média de duas semanas atrás para indicar se há tendência de alta, estabilidade ou queda. O cálculo é um recurso estatístico para conseguir enxergar a tendência dos dados abafando o “ruído” causado pelos finais de semana, quando a notificação de mortes se reduz por escassez de funcionários em plantão.

Dezoito estados apresentaram tendência de queda na média móvel de óbitos: Acre, Amapá, Amazonas, Bahia, Ceará, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraná, Pernambuco, Rio Grande do Sul, Rondônia, Roraima, Santa Catarina, São Paulo e Tocantins.

Houve tendência de alta em dois estados: Paraíba e Rio Grande do Norte. Além do Distrito Federal, o índice permaneceu estável em seis estados: Alagoas, Espírito Santo, Maranhão, Piauí, Rio de Janeiro e Sergipe.

Já o Ministério da Saúde informa que foram 10.982 novos infectados e 230 novas mortes no país. No entanto, informou que houve um problema na atualização dos dados do sistema em Rondônia, Perambuco, Paraíba e Goiás. “O Datasus está trabalhando para resolver o problema. Os dados estão preservados, e serão atualizados no boletim amanhã”, diz a nota.

Ainda de acordo com o governo federal, são 5.235.344 contaminados por Covid-19 desde o começo da pandemia e 153.905 mortes.

Disputa política

A busca pela cura da Covid-19 nesta semana foi embalada por um embate político entre o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), e o presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Doria afirmou, na última quinta-feira, que a vacina contra o novo coronavírus será compulsória no estado, mas o presidente disse, no dia seguinte, que essa medida só poderia ser tomada sob a anuência do governo federal.

Sem citar Doria ou São Paulo diretamente, Bolsonaro destacou trechos de duas leis em suas redes sociais. A lei 13.979, proposta e sancionada pelo próprio presidente neste ano, determina que poderá ser realizada a vacinação compulsória. Bolsonaro, no entanto, ressaltou o termo “poderão”, na condicional.

A outra lei citada pelo presidente é a lei 6.259, de 1975, que trata sobre o Programa Nacional de Imunizações (PNI). Bolsonaro destacou um trecho que estabelece que o programa é de responsabilidade do Ministério da Saúde e que os governos estaduais “poderão propor medidas legislativas complementares”, mas apenas com a “anuência prévia do Ministério da Saúde”.

Na quinta-feira, o Conselho Nacional dos Secretários de Saúde (Conass) pediu, em ofício enviado ao ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, que o governo federal compre doses da vacina chinesa contra o coronavírus, a ConoraVac, produzida no Brasil em conjunto com o Instituto Butantan, e a inclua no PNI. A iniciativa não tem o apoio de Pazuello. João Doria aguarda um repasse do ministério para a compra de 60 milhões de doses do imunizante.

O CoronaVac está na fase final de testes em voluntários. Até o momento, os estudos não mostram efeitos adversos significativos da vacina e está prevista a chegada de 6 milhões de doses do imunizante ao Instituto Butantan, ainda neste mês, prontas para serem usadas, se o imunizante receber a aprovação da Anvisa.

Fonte: O Globo

 

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