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Chefe da PF no Amazonas pode ser substituído após pedir investigação sobre Salles

Delegado Alexandre Saraiva, responsável pela superintendência do Amazonas, disse que ministro do Meio Ambiente se aliou a madeireiros para atrapalhar apurações de crimes ambientais.

Delegado que abriu queixa crime contra Ricardo Salles pode ser susbstituido a pedido do ministro do meio ambiente Foto: Internet

O superintendente da Polícia Federal no Amazonas, delegado Alexandre Saraiva, pode ser substituído no cargo, após ter apresentado, na quarta-feira (4), uma notícia-crime contra o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, no Supremo Tribunal Federal (STF).

A preocupação nos bastidores é se a atuação independente de Alexandre Saraiva à frente da PF do Amazonas será tolerada no governo. O receio é que ele seja substituído justamente por tentar reforçar a fiscalização ambiental e entrar em rota de colisão com Salles.

Na notícia-crime, que tem como alvo também o senador Telmário Mota (Pros-RR), Saraiva afirma que o ministro e o senador tiveram uma parceria com o setor madeireiro “no intento de causar obstáculos à investigação de crimes ambientais e de buscar patrocínio de interesses privados e ilegítimos perante a Administração Pública.”

A notícia-crime é um instrumento usado para alertar uma autoridade — a polícia ou o Ministério Público — da ocorrência de um ilícito. O STF deverá decidir se abre a investigação contra Salles e Mota ou se arquiva.

O senador negou as acusações. Procurado via assessoria do ministério, Salles ainda não havia se manifestado até a última atualização desta reportagem.

Um dos cotados para o lugar de Saraiva no comando da PF no Amazonas é o delegado Leandro Almada.

Saraiva deu entrevista à GloboNews no início da tarde desta quinta. Ele reiterou as acusações sobre o ministro e disse que não notificado por ninguém do governo sobre uma possível saída do cargo.

“Não recebi nenhuma comunicação nesse sentido até agora”, disse.

Ele também afirmou que nunca recebeu do governo um pedido “fora da lei”.

“Nunca me foi solicitado nada que fosse fora da lei”, completou.

Fonte: G1

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