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Cartórios têm forte queda no registro de óbitos por covid de idosos e aumento de mortes na faixa de 20-59 anos

Associação dos cartórios vê grande redução nos grupos de 80 a 99 anos e aumento entre mais jovens

Leitos de UTI no Hospital Miguel Couto: cartórios registraram menos mortes de idosos Foto: Hermes de Paula em 6-4-2021 / Agência O Globo

Os cartórios brasileiros identificaram uma redução de 64% no registro de óbitos de pessoas entre 90 e 99 anos, de 49% entre as de 80 a 89 anos e de 6% entre a faixa estária de 70 a 79 anos, na comparação entre a média de óbitos desses grupos desde o início da pandemia e os primeiros 15 dias do mês de abril deste ano.

Os idosos da faixa etária entre 90 e 99 anos representavam, em média, 6,7% do total de atestados lavrados com causa da morte sendo Covid-19.

Em março, provavelmente já sob os primeiros reflexos da vacinação para esta idade, passaram a representar 3,5% dos atestados de óbitos e, nos primeiros dias de abril, 2,4% do total.

A faixa entre 80 e 89 anos passou de uma média de 20,6% do total de registros para 14,9% em março, e para 10,5% em abril.

Já os atestados de óbitos entre a população de 70 a 79 anos, que, em muitos estados, acabou de receber a segunda dose da vacina, passou de uma média de 25,7% do total para 24% em abril, dando início a uma redução.

Os dados são da Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais (Arpen-Brasil), cruzados com os dados históricos do estudo Estatísticas do Registro Civil, promovido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com base nos dados dos próprios cartórios brasileiros. E podem ser pesquisados no Portal da Transparência do Registro Civil.

Aumento dos atestados de óbito do grupo 20-59 anos

Os cartórios também têm registrado o aumento proporcional da emissão de atestados de óbitos entre pessoas de faixa etária mais jovem, que vão dos 20 aos 59 anos. A mudança teve início em fevereiro, com aumento em março, que se mantém nos primeiros dias de abril.

Os atestados de óbitos de pessoas com idades entre 20 e 29 anos, que até o mês de março representavam, em média, 1% do total registrado tendo como causa da morte a Covid, passaram a ser quase 1,27% em abril, o que representa um crescimento de 27% no número de mortes.

Já a quantidade de atestados de óbitos de pessoas entre 30 e 39 anos, que representavam, em média, 3,25% das mortes, subiram em abril para 4,85%, crescimento de 50% no número de mortes por Covid-19.

A faixa de pessoas entre 40 e 49 anos foi a que teve maior aumento de registros nova fase da pandemia.

Até janeiro de 2021, representavam 5% dos atestados registrados. Em fevereiro passaram a representar 7,45%, em março, 9,42% e, nos primeiros dias de abril, já representam 10,4% do total de registros de morte pela doença no país.

A população com idade entre 50 e 59 anos representava, em média, 12% do total de registros de mortes por Covid em cartórios no primeiro ano completo da pandemia. Em fevereiro passou a representar 13,4%, em março para 16,1% e, nos primeiros dias de abril, representa 18,4% do total de registro de mortos por Covid.

Começando agora a entrar no calendário de vacinação nos estados brasileiros, a população entre 60 e 69 anos segue sendo afetada pela pandemia. Até março de 2020 representavam, em média, 22,6% dos óbitos por Covid registrados nos cartórios brasileiros. Este número vem subindo nos últimos meses, passando para 25% em março e 27,3% na primeira quinzena de abril.

Fonte: Época

 

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