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qui. out 17th, 2019

Greve de motoristas fecham terminais em São Paulo contra redução de frota e demissão de cobradores

Terminais Bandeira, Parque Dom Pedro, Princesa Isabel, Pinheiros, Campo Limpo, Mercado, Sacomã, AE Carvalho, São Miguel, Varginha, Santo Amaro, Barra Funda e Santana foram bloqueados. Greve de motoristas paralisam os principais terminais urbanos de São Paulo

Motoristas de ônibus da cidade de São Paulo bloquearam ao menos 16 terminais na tarde desta quinta-feira (5) em protesto contra a redução da frota e para reivindicar o pagamento de Participação nos Lucros e Resultados (PLR) e garantia de postos de trabalho.

Os manifestantes também protestam em frente à Prefeitura de São Paulo, no Centro, onde deve ocorrer uma assembleia.

Terminais de ônibus fechados:

  • Bandeira (Centro)
  • Parque Dom Pedro (Centro)
  • Princesa Isabel (Centro)
  • Pinheiros (Zona Oeste)
  • Campo Limpo (Zona Sul)
  • Mercado (Centro)
  • Sacomã (Zona Sul)
  • AE Carvalho (Zona Leste)
  • São Miguel (Zona Leste)
  • Varginha (Zona Sul)
  • Santo Amaro (Zona Sul)
  • Barra Funda (Zona Oeste)
  • Santana (Zona Norte)
  • Lapa (Zona Oeste)
  • Jardim Ângela (Zona Sul)
  • Capelinha (Zona Sul)

Por volta das 11h50, os manifestantes ocupavam o Viaduto do Chá, próximo à Rua Líbero Badaró. De acordo com a Polícia Militar, o protesto seguia pacífico e o grupo segurava faixas e era acompanhado por carro de som.

Às 12h40, os manifestantes bloquearam o Terminal Bandeira. Em seguida, o grupo fechou o Terminal Parque Dom Pedro e, por volta das 13h30, os manifestantes também bloquearam o Terminal Princesa Isabel, no centro de São Paulo. Às 13h40, os motoristas bloquearam os terminais Pinheiros e Campo Limpo. Os terminais Mercado, Sacomã, AE Carvalho, São Miguel, Varginha, Barra Funda, Santo Amaro, Santana, Capelinha, Jardim Ângela e Lapa continuam fechados.

Segundo a Polícia Militar, manifestantes também ocuparam uma faixa da Avenida 23 de Maio. Na Rua Libero Badaró são cerca de 10 ônibus estacionados. Os motoristas também estacionaram os veículos na Avenida Brigadeiro Luis Antonio, no Viaduto Dona Paulista, na Rua Barão de Paranapiacaba e na Praça do Correio.

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Em uma assembleia feita na noite desta quarta-feira (4), mais de seis mil funcionários votaram pela realização da manifestação. Segundo informações do Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores em Transporte Rodoviário Urbano de São Paulo (Sindmotoristas), foram retirados 450 ônibus de circulação e até o final do ano o número deve aumentar para mil.

O prefeito Bruno Covas (PSDB) disse que a relação trabalhista é entre os funcionários e as empresas e que a “prefeitura não atua diretamente”. “A nossa atuação é em cima das empresas concessionárias para que a população não saia prejudicada.”

Sobre a função dos cobradores, o prefeito afirmou que os cobradores em atuação devem assumir novas ocupações para que o cargo seja extinto. “Hoje, menos de 5% das passagens são pagas em dinheiro, você tem um custo para arcar só com 5% dos passageiros. Várias cidades já modernizaram com a questão do fim do cobrador e a cidade de São Paulo tem que avançar.”

Procurada, a SPTrans preferiu não se posicionar sobre a manifestação.

* Com supervisão de Cíntia Acayaba
Fonte: G1

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