MC Gui é suspeito de participar de leilão falso de carro, estelionato e formação de quadrilha

Polícia Civil diz que o cantor, o pai e outras 18 pessoas integravam um grupo de golpistas que fez cerca de 70 vítimas em vários Estados brasileiros. Cantor MC Gui é acusado de participar de leilão falso, associação criminosa e lavagem de dinheiro

MC Gui é indiciado suspeito de integrar grupo criminoso
Reprodução/Facebook

A Polícia Civil de São Paulo vai indiciar os cantores MC Gui e MC Gabriel, o empresário Rogério Alves e outras 17 pessoas suspeitas de participarem de um esquema ilegal envolvendo sites piratas com supostos leilões de carro.

Policiais foram à RW Produtora, na Vila Formosa (zona leste de São Paulo), cumprir mandados de busca e apreensão de diversos documentos da empresa. O dono da produtora é Rogério Alves, pai do funkeiro MC Gui.

Segundo a 3ª Delegacia de Polinter (Polícia de Investigações Interestaduais), a investigação policial durou cerca de três meses e apontou que o grupo praticava golpes após anunciarem falsos leilões de veículos.

Conforme a investigação, as vítimas dos golpes entravam no site de leilões de veículos, e acreditavam na veracidade do ambiente, já que constava o CNPJ do Sindicato dos Leiloeiros de São Paulo. As vítimas, então, depositavam ou transferiam o valor corresponde ao automóvel arrematado.

O valor da venda era depositado em uma conta, geralmente captada por um dos integrantes do grupo de golpistas. Nem todos os titulares de contas são parte da associação criminosa. Segundo a Polícia Civil, muitos acreditavam no que os suspeitos diziam: que precisavam de uma conta para depositar valores de herança, venda de um carro ou terreno.

A Polícia Civil aponta que o grupo fez vítimas em diferentes Estados. As denúncias das pessoas que foram prejudicadas, além de um pedido do Sindicato dos Leiloeiros para apurar os sites suspeitos, fizeram com que a polícia abrisse um inquérito para investigar os possíveis crimes de estelionato, associação criminosa e lavagem de dinheiro.

Dentro do esquema, a polícia teria identificado cerca de 70 vítimas. A organização montava os sites e, quando alguém os denunciava, ele era desmanchado e outro similar era colocado no lugar para ficarem livres de suspeitas.

Envolvimento de produtoras

Em determinado momento, a investigação apontou o envolvimento de produtoras de funk no esquema. A suspeita começou quando um funcionário da RW Produtora, enquadrado na lei de proteção à testemunha, foi captado pelo MC Gabriel, que também é gerenciado pela produtora.

O MC teria pedido a conta deste funcionário emprestada, alegando que seria depositado o valor de um show. O homem cedeu os dados bancários e, após ser depositado cerca de R$ 28 mil, a conta foi bloqueada por suspeita de fraude, de acordo com a delegacia.

O funcionário prestou depoimento na Polícia Civil sobre o ocorrido. No entanto, a Polícia Civil aponta que ele foi fortemente agredido quando voltou à produtora. Depois da agressão, também relatada pela testemunha, a 3ª delegacia de Polinter começou a investigar a RW Produtora por suspeita de envolvimento no esquema.

Durante o mandado de busca e apreensão na produtora do pai do MC Gui, os policiais ainda encontraram cocaína dentro do imóvel. Segundo a Polícia Civil, os itens apreendidos serão levados à delegacia para investigação. As equipes irão cruzar dados, a fim de obter novas informações.

Segundo o delegado Osvaldo Nico, do Decade (Departamento de Capturas e Delegacias Especializadas), MC Gui está com os pais nos Estados Unidos. De acordo com o delegado, o empresário tem evitado prestar depoimento sobre as acusações que envolvem a produtora de shows.

R7 entrou em contato com a RW Produtora, que é responsável pelas solicitações de entrevistas com os cantores e pertencente ao empresário indiciado, mas não obteve retorno e não se posicionou até a publicação desta reportagem.

*Com colaboração de Kaique Dalapola, do R7

Fonte: R7

 

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