Assistir Contender Uma Chance no UFC Episódio 2 02/09/2018

No Segundo Episódio de Contender Uma Chance no UFC, novos duelos vão marcar a noite na competição mais eletrizante do MMA no Brasil

Marina Rodriguez impressiona, e Dana acerta com três lutadores no Contender

Gaúcha atropela Maria Oliveira no primeiro round no segundo episódio do programa do Ultimate. Johnny Walker e Taila Santos completam o trio dos novos contratados pela organização

O segundo episódio do Contender Series Brasil, sediado em Las Vegas, nos Estados Unidos, repetiu o capítulo anterior, oferecendo lutas de alto nível. Presidente do UFC, Dana White contratou três lutadores – Marina Rodriguez, Johnny Walker e Taila Santos -, deixando Márcio Lyoto e André “Sergipano” Muniz, que venceram seus embates, de fora.

Marina Rodriguez vence Maria Oliveira no Contender Series Brasil  (Foto: Divulgação/UFC)
Marina Rodriguez vence Maria Oliveira no Contender Series Brasil (Foto: Divulgação/UFC)

Rodrigo Minotauro – ex-campeão do Pride e do Ultimate – também elogiou bastante as performances dos atletas canarinhos ao anunciar os novos integrantes da franquia.

– Pessoal, vocês lutaram muito, mostraram realmente que são os melhores da nova geração brasileira. Vocês são extamente o que o UFC está procurando, lutadores jovens, com coração, com vontade de mostrar a nossa força no UFC.

Marina Rodriguez castiga Maria Oliveira e vence no primeiro round

Marina Rodriguez confirmou as expectativas ao demonstrar agressividade através de seu muay thai apurado. A lutadora de Bagé, no Rio Grande do Sul, venceu Maria Oliveira por nocaute técnico aos 3m03s do primeiro round, ao conectar fortes golpes na adversária, que fez sinal de desistência com os braços. O desempenho da gaúcha rendeu elogios de Dana White, que interrompeu a entrevista da atleta e para dar os parabéns para a peso-palha.

Marina acerta uma forte joelhada na adversária (Foto: Divulgação/UFC)
Marina acerta uma forte joelhada na adversária (Foto: Divulgação/UFC)

Quando a luta começou, Marina Rodriguez e Maria Oliveira não fizeram cerimônia e foram para a trocação na curta distância, animando o público. Marina era mais precisa nos golpes e, também, mais contundente. Quando Maria a chutou, Marina Rodriguez mapeou o tempo e a quedou. Marina mantinha a cabeça de Maria colada ao solo, enquanto conectava joelhadas na barriga. Maria tentava travar a luta para que o árbitro recomeçasse o embate de pé – em vão. Quando Maria Oliveira se levantou, ela foi clinchada e recebeu duas joelhadas – a luta voltou a transcorrer em pé, no centro do cage. Com um muay thai agressivo, Marina Rodriguez colocou Maria em perigo ao acertá-la com joelhadas e cotoveladas e combinando socos e um superman punch. Maria sentiu a pressão e, mesmo de pé, fez sinal de fim de luta, obrigando o árbitro a encerrar o confronto, para lamento de seu mestre, Giliard Paraná.

Johnny Walker enterra sonho de Frankenstein

Johnny Walker sonhava com uma chance no “Peneirão de Dana White”, enquanto Luis Henrique Frankenstein, ex-lutador do UFC, queria mostrar que merecia outra oportunidade. No duelo válido pelo peso-meio-pesado, decidido pelos jurados, após três rounds, Walker foi aclamado vencedor por unanimidade (30-27, 30-27 e 30-26) depois de castigar o compatriota por 15 minutos.

– Estou começando agora, com pouco dinheiro para investir, empurro carro, subo ladeira. Eu não estava preparado, mas com o pouco que fiz, dei esse showzinho. Tenho 26 anos, comecei há quatro anos. Não sei nada ainda, estou aprendendo. Quando eu aprender, serei campeão. Dei o meu máximo, não tinha como fazer mais.

Johnny Walker vence Frankenstein no Contender Series Brasil  (Foto: Divulgação/UFC)
Johnny Walker vence Frankenstein no Contender Series Brasil (Foto: Divulgação/UFC)

A luta

Johny Walker acertou um pisão lateral na perna e uma joelhada voadora em Frankenstein. O pernambucano radicado no Pará avançou, Johnny usou o clinche do muay thai e conectou outra boa joelhada. Ambos permaneceram clinchados: Johnny acertou um direto quando eles se desvencilharam e um bom cruzado. Com um overhand, Johnny fez o adversário sentir e aplicou mais uma joelhada voadora, demonstrando muita impulsão. Pupilo de Leonardo Gosling, Johnny Walker tentou um golpe rodado, porém o adversário avançou e carimbou seu rosto. Johnny Walker acertou um soco rodado e um chute alto, mas foi ao chutar a coxa do adversário que ele quase o fez perder o equilíbrio. Ativo, Johnny emplacou uma sequência de cruzados, Frankenstein foi para o clinche, mas levou um diretaço. A 30 segundos do fim, o ex-atleta do UFC quedou, mas ao se levantar, levou uma guilhotina invertida, sendo salvo pelo gongo.

No segundo round, Johnny acertou três chute seguidos na perna de Frankenstein – o barulho ecoou em alto e bom som. Inferior na trocação, Frank decidiu levar o combate para outra área: ele derrubou Walker, mas ambos rapidamente voltaram ao clinche. Luis Henrique Frankenstein o quedou novamente, porém Johnny o rechaçou e ficou por cima na meia-guarda. Johnny foi para a montada, o compatriota deu as costas, caiu no esgana-galo, mas sobreviveu. Johnny, então, atacou o braço e perdeu a posição. Cansados, eles ficaram travados no chão, perto da grade. Houve tempo apenas para Johnny Walker acertar mais uma joelhada.

Walker solta o grito após a vitória (Foto: Divulgação/UFC)
Walker solta o grito após a vitória (Foto: Divulgação/UFC)

No terceiro round, o combate seguiu movimentado, apesar do nível técnico não estar no mais alto patamar. Frankenstein acertou um bom soco giratório – Johnny fez sinal de negativo, indicando que não sentiu o golpe. Johnny acertou um chute alto. Eles foram para o clinche e trocaram joelhadas, sem muita intensidade. Johnny, em um esforço monumental e chegando a urrar, levantou o adversário, caminhou e o quedou do outro lado do octógono. Johnny Walker ficou na guarda de Frankenstein, golpeando timidamente, porém, era nítido que ambos rezavam para que o tempo acabasse. Johnny o acertou repetidamente no rosto, montou e, gritando, descarregou suas últimas forças ao golpear o rival.

André Sergipano supera Bruno Assis nos pontos

O peso-médio André “Sergipano” Muniz cumpriu sua missão na luta contra Bruno Assis. O lutador da Tatá Fight Team (TFT) venceu Assis por decisão unânime (30-27, 30-27 e 30-26), entretanto, não foi contratado por Dana White.

Sergipano, que é mineiro assim como Bruno Assis, estava contente com a vitória, embora tenha lamentado o fato de dividir o octógono com um amigo, algo inédito em sua carreira.

– Eu nunca tive essa sensação (de lutar contra um amigo) antes. É inexplicável. Ele é uma excelente pessoa. Eu já o ajudei em camp, ele também. Dividimos casa, alojamento, comida. Eu falei com ele que não desista, que a vez dele vai chegar. É um cara muito duro, que está começando ainda.

A luta

A luta mal começou e precisou ser interompida brevemente quando André Sergipano acertou as partes íntimas de Bruno. Sergipano avançou, acertou um cruzado e uma sequência no adversário. Especialista no judô, Brunão, como é conhecido, aplicou bela queda e ficou por cima. Sergipano atacou o braço, mas o compatriota se levantou. Grudados em pé, Bruno quedou Sergipano, que se levantou e recebeu um chute alto na guarda. Sergipano avançou com pressão e arremessou boa sequência. Faixa-preta de jiu-jítsu, Sergipano trabalhou na guarda fechada de Bruno, o golpeou e ficou por cima até o fim da parcial.

André Sergipano vence Bruno Assis no Contender Series Brasil (Foto: Divulgação/UFC)
André Sergipano vence Bruno Assis no Contender Series Brasil (Foto: Divulgação/UFC)

No segundo round, Sergipano acertou a canhota no rosto de Bruno, que o colou contra a grade. Bruno o quedou, mas Sergipano bateu e levantou. Eles trocaram posições na tela: Sergipano o cinturou, derrubou, mas quem caiu por cima foi o pupilo de Cristiano Titi. Bruno Assis deu espaço para Sergipano se levantar, porém, o aluno de Tatá Duarte levou um gancho, bem absorvido. No double leg, Sergipano, hábil no chão, quedou e ficou dentro da guarda do adversário. Tatá Duarte e Philipp Lima pediam que Sergipano conectasse cotoveladas, e ele acertava Bruno Assis, mas sem impor um duro castigo.

No terceiro round, Sergipano e Bruno partiram para a trocação. Sergipano, contudo, quedou rapidamente e atuou dentro da guarda do oponente. A pouca efeitividade do atleta da TFT fez Herb Dean “levantar” o confronto. Bruno acertou um ótimo chute frontal mas não abalou o oponente. Sergipano conseguiu a queda outra vez – e assim como havia acontecido, o árbtiro os separou. Sergipano avançou nas pernas de Bruno, que arriscou uma guilhotina, contudo fez sinal de positivo, indicando que a posição estava bem defendida.

Taila domina Estefani por três rounds e fatura a vitória

Especialista em muay thai, a peso-mosca Taila Santos apresentou sua técnica na arte das oito armas para dominar Estefani Almeida por três rounds e conquistar a vitória por decisão unânime (triplo 30-27), mantendo-se invicta no MMA. A manauara, que tem um revés controverso contra Ketlen Vieira, atleta do UFC, no cartel, não conseguiu encontrar a distância e virou presa fácil.

A luta

Taila Santos foi quem tomou a iniciativa ao acertar um chute baixo, repetido outras três vezes, em um curto espaço de tempo. Era uma prévia do que ela faria no combate. Estefani Almeida fintava, tentava encontrar a distância, mas os cruzados passavam no vazio. Taila Santos investia nos chutes, fazia a oponente engolir jabs e se esquivava da trocação da manauara, cuja única derrota na carreira foi contra Ketlen Vieira, atualmente um dos grandes nomes do MMA feminino no UFC. Estefani optou pelo single leg, mas a adversária se desvencilhou. Estefani conseguiu acertar duas vezes a adversária. Estefani acertou um chute, e recebeu o sinal de negativo de Taila, que frustrava a trocação da atleta da Carioca Academy.

Taila Santos vence Estefani Almeida no Contender Series Brasil (Foto: Divulgação/UFC)

Taila Santos vence Estefani Almeida no Contender Series Brasil (Foto: Divulgação/UFC)

No segundo round, Taila acertou um chute, mas o segundo passou por cima da cabeça de Estefani, que avançou e a pressionou contra a grade. Taila se desvencilhou e acertou um forte cruzado. Taila não parava de se mexer, acertava chutes na coxa, jab e dominava o confronto. Taila minou a perna esquerda de Estefani, vermelha após tantos chutes. A faixa-preta de jiu-jítsu buscou o single leg, porém, não conseguiu a queda. Estefani arremessava os socos, mas, raramente acertava. Taila a desequilibrou ao chutar a base de Estefani, que caiu – e por lá ficou poucos segundos, quando o round acabou.

Taila Santos vence Estefani Almeida no Contender Series Brasil (Foto: Divulgação/UFC)
Taila Santos vence Estefani Almeida no Contender Series Brasil (Foto: Divulgação/UFC)

No terceiro assalto, o técnico pediu que Estefani grudasse em Taila. Estefani conseguiu escapar de um chute alto, avançou, porém, não acertou com a contundência necessária. Taila seguiu acertando a perna esquerda da manuara, onde um hematoma surgiu. Estefani, na base do tudo ou nada, passou no vazio, Taila a cinturou, colocou os ganchos ao quedar e ajustou o mata-leão. Estefani, sob os gritos de “não desiste” dos companheiros de equipe, evitou a finalização, mas não a derrota por pontos.

Lyoto dá a volta por cima e finaliza Cabeção

Em seu retorno ao octógono do Ultimate, Márcio Lyoto não decepcionou. O vice-campeão da terceira temporada do TUF Brasil finalizou o peso-médio Leonardo Cabeção, com uma guilhotina, a 1m52s do primeiro round. O carateca subiu na grade e vibrou muito com a volta por cima, comemorada, também, por Edimilson Kevin, ex-atleta do Ultimate, que estava em seu córner.

Márcio Lyoto vence Leonardo Cabeção no Contender Series Brasil (Foto: Divulgação/UFC)
Márcio Lyoto vence Leonardo Cabeção no Contender Series Brasil (Foto: Divulgação/UFC)

Leonardo Cabeção optou pelas quedas em sua estratégia e estava levando vantagem. Ele derrubou Márcio Lyoto três vezes seguidas, porém, em uma das investidas, ao atacar as pernas do compatriota, deixou a cabeça exposta, abrindo a brecha que Lyoto, especialista na trocação, precisava para liquidar o combate na guilhotina com menos de dois minutos de confronto.

RESULTADOS COMPLETOS:
Taila Santos venceu Estefani Almeida por decisão unânime (triplo 30-27)
Johnny Walker venceu Luis Henrique Frankenstein por decisão unânime (30-27, 30-27 e 30-26)
André Muniz venceu Bruno Assis por decisão unânime (30-27, 30-27 e 30-26)
Marina Rodriguez venceu Maria Oliveira por nocaute técnico aos 3m03s do R1
Márcio Lyoto venceu Leonardo Cabeção por finalização a 1m52s do R1

Fonte: SporTV

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