O Irã ocupa o 10º lugar entre os países onde existe a maior
prevalência de escravidão moderna. O dado é do Índice Global da Escravidão, que
foi divulgado nesta quinta-feira (19) e traz um ranking das nações com o maior
número de pessoas trabalhando em regimes análogos à escravidão com base no
tamanho de sua população. A análise ainda revela que, no mundo, há atualmente 40,3 milhões de escravos. A maioria se encontra na África e na Ásia

De acordo com a pesquisa, cerca de 1.289.000 de pessoas são
vítimas da escravidão moderna no Irã. O país tem uma população de 79.360.487
habitantes — o que revela que, a cada 1.000 pessoas, 16,24 trabalham em regimes
análogos à escravidão

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Em nono lugar no ranking da escravidão moderna está o
Camboja, onde pelo menos 261.000 pessoas trabalham nesse tipo de regime. Como o
país tem uma população de 15.517.635 habitantes, a proporção é de 16,81
escravos modernos para cada 1.000 pessoas

O Paquistão aparece na oitava colocação do ranking, com
cerca de 3.186.000 pessoas trabalhando em regimes análogos à escravidão e uma
população de 189.380.513 habitantes. A cada 1.000 paquistaneses, 16,82 são
escravos modernos

Na sétima posição figura o Sudão do Sul, onde há 20,5
pessoas trabalhando em regimes análogos à escravidão a cada 1.000 habitantes. O
Índice Global da Escravidão ressalta que muitos dos países com a maior prevalência
de escravidão moderna passam por conflitos que tornam a população mais
vulnerável a este tipo de exploração

A Mauritânia ocupa o sexto lugar no ranking da escravidão
moderna
, com aproximadamente 90.000 pessoas trabalhando neste tipo de regime. O
país tem uma população de 4.182.341 habitantes, o que significa que 21,43 são
escravos a cada 1.000 pessoas

Na quinta colocação do Índice Global da Escravidão está o
Afeganistão, com 22,2 escravos a cada 1.000 pessoas. O país e assolado por grupos
terroristas que atuam para estabelecer seu poder e enfraquecer a consolidação
de um governo central

O quarto lugar no ranking é ocupado pela República
Centro-Africana, onde 101.000 pessoas trabalham em regime de escravidão
moderna. A população no país é de 4.546.100 habitantes — o que significa que, a
cada 1.000 pessoas, 22,5 são escravas 

O Burundi, que fica no leste da África, aparece em terceiro
lugar no índice. São 408.000 pessoas trabalhando em regime de escravidão entre
10.199.270 habitantes. A proporção é de 39,95 trabalhadores sendo explorados a
cada 1.000 pessoas

O segundo país com o maior número de pessoas trabalhando em
regimes análogos à escravidão atualmente é a Eritreia. A estimativa é de que 451.000
trabalhadores sejam explorados no país, que conta com 4.846.976 habitantes — a
proporção é de 93,03 a cada 1.000

O primeiro lugar no Índice Global da Escravidão é ocupado
pela Coreia do Norte. Um em cada dez trabalhadores norte-coreanos é explorado. O
estudo chama a atenção para a alta ocorrência de trabalho forçado pelo Estado
no país — onde o governo obriga cidadãos a trabalharem nos setores da agricultura
ou construção para fins de desenvolvimento econômico