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Empire – Fama e Poder: Resumo da 1 Temporada – Disputa entre família marca série

Ex-mulher de Lucius Lyon empresário e multimilionário, dono da Empire na série Empire – Fama e Poder

Com a sexta e última temporada de Glee chegando, o canal da raposa decide investir num novo musical. Empire, ao contrário da sua colega na FOX, não se sustenta de covers e trabalha nichos bem específicos e populares nos Estados Unidos: o hip hop e o R&B.

Na trama, nada muito inovador nos foi apresentado por enquanto.  Logo nas cenas iniciais, é fácil identificar o que vai conduzir a história: Lucious Lyon, dono da Empire Enterprises, está doente. Sem precisar colocar o protagonista para falar ao espectador, raios-x e tomadas em um consultório médico, ainda que de maneira didática, já indicam que Lucious não está bem. A gravidade da doença é justificada depois, quando ele impõe aos seu três filhos que honrem seu legado para que ele possa escolher algum deles para tomar a frente da empresa.

Assim, Empire já estabelece para si a promessa de uma guerra. A corrida dos três herdeiros de Lucious Lyon para comandar a gravadora é o que deveria ser o atrativo da série, se estes mesmos três não fossem caricaturas tão comuns nesse tipo de história. Hakeem, um rapper que almeja fama; Andre, o filho mais velho que dedicou sua vida a empresa; e Jamal, um cantor e compositor gay rejeitado pelo pai. A forma como eles se comportam e reagem perante o poder do pai é bem comum aos estereótipos de cada um. E, sendo honesto, é bem similar com o comportamento de personagens da novela das nove da Rede Globo, como se já não bastasse a premissa e título idênticos.

Tudo fica interessante meeesmo quando Taraji P. Henson entra em cena como a ex-mulher de Lucious que ficou presa por 17 anos. Henson já parece estar confortável com a personagem e suas dores, tornando difícil não simpatizar com a exuberante Cookie. Não fosse o suficiente, ela contagia Jamal com seu carisma e já nos coloca para torcer para o garoto, que aos olhos do pai é o menos promissor a conseguir o “trono”.

Subestimado e gay, Jamal é o underdog da família e vai ser interessante quando o Mr. Lyon perceber que ele tem chances de ser a celebridade que pode se tornar um líder. Enquanto o filho do meio já consegue transmitir um pouco de carisma, Hakeem e Andre apenas ficam na superficialidade de seus estereótipos, o primeiro mimado e o segundo maquiavélico. Claro que os flashbacks favoreceram Jamal, pois quando não retratavam o início da Empire e o relacionamento de Cookie e Lucious, era ele quem tinha o foco. Dessa forma, os outros dois filhos ficaram pra trás, mas vão ter sua oportunidade de cativar logo.

Apesar de ser um recurso interessante nesse piloto, espero que os flashbacks não sejam utilizados em todos os episódios para não estabelecer uma fórmula engessada na série. Funcionaram aqui, pois precisávamos ter uma mostrinha de como eram Lucious e Cookie 17 anos atrás e algumas dicas sobre o que levou a Ms. Lyon para a cadeia eram fundamentais.

Como se trata de um musical, é inevitável falar das músicas. É ótimo que até aqui as canções tomaram a cena com propósitos e se encaixando com as tramas das personagens. Dessa maneira, a série se distancia de Glee e suas performances de luxo, fantasiosas e longas. O espaço aqui no piloto foi devidamente dedicado a trama. Nesse aspecto, Empire se assemelha mais a Nashville (série musical da ABC), de forma positiva. Música de qualidade e sem tirar o tempo da história. Que continue assim.

Com uma trama comum, mas várias possibilidades (os bastidores das grandes gravadoras tem muito o que mostrar), Empire tem potencial. Apesar de algumas personagens caricatas, ainda há oportunidade deles “saírem da caixa” e apresentarem algo interessante para a trama, alguns até deram pouco as caras no piloto. Mas, por enquanto, Cookie e sua aposta em Jamal serão o suficiente para me levar a um segundo episódio.

Fonte: Série Maniacos

 

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